"Os argumentos são, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A lógica é o nosso critério de verdade, e é nos argumentos, e não nos factos, que pode haver lógica". Fernando Pessoa

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Uma Auto-avaliação crítica...


Ao longo deste semestre, muitas foram as actividades e trabalhos realizados no âmbito da disciplina de PMI e, por consequência, bastante tempo despendido quer em tempo de aulas quer fora delas. A tónica da questão, no entanto, coloca-se na importância e, digamos, na utilidade efectiva da disciplina quer a nível pessoal quer a nível profissional, tanto no presente como no futuro. Isto é, "O tempo e o trabalho investido na disciplina valeu a pena?".
Eu direi que sim, embora, considere que alguns trabalhos pedidos tal como estão formulados não tenham tanta efectividade prática como outros, como é o caso do Trabalho de Meio do Semestre. Trabalho esse que não é muito claro quanto ao seu objetivo e às directrizes para a sua realização, colocando os alunos, incluindo-me a mim, amiúde com algumas dúvidas na sua realização. Contudo acho que, considerando os aspectos positivos e negativos e respondendo à questão acima colocada, valeu a pena. Em primeiro lugar, porque a disciplina permitiu-me uma melhor organização e gestão do tempo e esforço quer relativamente à faculdade quer relativamente ao tempo extra-curricular. Isto foi, sem dúvida, resultado dos diversos Planos de Trabalho de Semestre que fui fazendo ao longo do semestre, onde procurei sintetizar todas as minhas actividades semanais bem como realizar uma breve reflexão crítica para cada mês. Procurando também, abordar os meus objectivos e as dificuldades no seu cumprimento previstas para esses mesmos meses. Por outro lado, permitiu-me de alguma forma desenvolver a minha capacidade argumentativa, como resultado, das diversas actividades realizadas nas aulas práticas e das lectures a que assisti referentes à disciplina.
Não obstante, eu sentir que também, de alguma forma, a minha evolução neste domínio tenha ficado um pouco àquem das minhas expectativas. Por ventura, resultado do meu pouco empenho em alguns aspectos da argumentação, focando-me apenas na identificação das premissas e da conclusão e na explicitação das mesmas nos textos argumentativos esquecendo por vezes a objectividade e a clareza da mensagem que pretendi transmitir nos meus textos.
Ainda assim, posso dizer que, no geral, o meu empenho na disciplina foi bastante razoável uma vez que procurei realizar não só os trabalhos de aula como os trabalhos de casa com qualidade e dentro do tempo estipulado. Permitindo-me cumprir os objectivos da disciplina e consequentemente ter uma efectiva melhoria nas restantes disciplinas. O que, sem dúvida, me é convenhável tanto a mim, a nível pessoal, como à cadeira, numa perspectiva geral. Por tudo isto, no meu entender, mereço uma nota superior a 14 valores, dado que não atingi só um bom desempenho ao longo do semestre como também consegui aplicar os meus conhecimentos apreendidos em PM1 e aplicá-los no dia-a-dia, e como consequência, reflectir-se nas restantes disciplinas.

O que é a justiça?

O que é a justiça

domingo, 5 de dezembro de 2010

Os valores sobre diferentes perspectivas - Uma questão relativista

É factual e incontroversa, a verdade de que pessoas de sociedades diferentes possuem costumes diferentes e ideias diferenciadas acerca do que é o bem e o mal, a nível moral. Não havendo, portanto, um consenso global e universal sobre a questão de saber que acções são moralmente boas ou moralmente más, não obstante, haver já uma convergência considerável sobre estas matérias.
As ideias morais mudaram e com elas mudaram os valores e as concepções sociais e culturais. Quer ao longo do tempo quer ao longo do espaço. Não existindo, portanto, a meu ver, valores morais absolutos e universais.
O que é considerado como uma acção moralmente boa ou má é sempre relativo à sociedade na qual fomos educados. Um exemplo paradigmático disto é o facto da escravatura, ter sido moralmente aceite para a maioria do antigos gregos, apesar de não o ser para a maior parte dos Ocidentais de hoje em dia. Neste sentido, a escravatura seria moralmente boa para os antigos Gregos, não obstante, ser moralmente má para os Ocidentais actuais.
Ora, quero com isto dizer que, o que muda são efectivamente os valores e as suas perspectivas, que variam de sociedade para sociedade, no tempo e no espaço. Tornando a moralidade( bem e mal, justo e injusto,etc) uma questão quase estritamente relativa. Sendo, por isso, necessário conhecer os valores de uma sociedade antes de se poder julgar as acções como sendo moralmente boas ou más, justas ou injustas.

domingo, 21 de novembro de 2010

Cimeira Nato, Lisboa 2010- Fomentação da guerra ou estabelecimento da paz?


Durante os passados dias de 19 e 20 de Novembro ocorreu em Lisboa uma das mais importantes cimeiras a ter lugar em Portugal, a Cimeira da Nato. Cimeira essa que colocou, aquando da sua realização, Portugal no centro da decisão política mundial constituindo, portanto, um importante marco na evolução da Aliança Atlântica e no estabelecimento de acordos e políticas para as missões militares da organização e a intervenção nas futuras ameaças ao ocidente. Contou com mais de 40 chefes de estado e de governo, no sentido, de se decidirem futuras medidas da Nato em palcos de guerra ou em relações entre países e organizações. Como acontece, com a missão no Afeganistão ou as relações Nato-Rússia, após 44 anos de Guerra Fria(1947-1991), e que ainda não haviam sido totalmente sanadas, tendo, para isso contribuído de forma categórica, a histórica presença do presidente russo, Dmitri Medvedev.
Ora, é pois, sobre a existência da Nato e as suas missões militares , que se constituem as mais variadas reflexões, transversais a todos os cidadãos, ideologias e regiões do globo. Reflexões essas que se prendem, essencialmente, com as diferentes visões dos seus valores de segurança e liberdade e a razão da sua criação, em 1949.
Não obstante o facto da Aliança Atlântica ter surgido no intuito de se ôpor à aliança dos países de pendor socialista, efectivada pelo Pacto de Varsóvia, contribuindo por isso para o desenrolar da Guerra Fria. A verdade é que, no meu entender, a Nato constitui-se hoje, como um importante instrumento de segurança e defesa dos países ocidentais face às ameaças que o mundo enfrenta, como o terrorismo, a pirataria na Somália ou os ciberataques. Realidades essas que resultam do culminar de actividades e grupos terroristas como os Talibans no Afeganistão ou a pirataria na Somália, e que são, sem dúvida, ameaças, não só para os países ocidentais como também para as próprias populações locais.
Com esta cimeira, definiu-se no conjunto dos 28 estados-membros presentes, que a missão no Afeganistão, iniciada após o 11 de Setembro, terminará em 2014, período em que o país encontrará a transição para um regime livre e soberano. Concordou-se também na cooperação política e militar entre Nato e Rússia, colocando-se em cima da mesa a possibilidade deste último país ingressar na Aliança juntamente com outros países da ex-URSS, como a Geórgia ou a Ucrânia com os quais a Rússia tem tido, relações extremamente difíceis e conflituosas. Tendo para isso também sido decidida a construção do escudo antí-míssil, de Vancouver no Canadá a Vladistok na Rússia a fim de proteger os países de eventuais ataques nucleares de países com regimes ditatoriais e com capacidade nuclear.
É, portanto, com estas possibilidades em cima da mesa, resultantes dos acordos tomados e políticas definidas bem como na esperança que os problemas que afectam o mundo neste inicio de século, se possam esfriar, que entendo que num futuro não muito longínquo se possa chegar a um entendimento entre os estados. Sarando também, grande parte das feridas do passado, num momento de grande crise económica e social para as populações. A ver vamos se a Nato conseguirá fazer face aos desafios do futuro, garantindo não só a segurança dos seus países como também assegurando a paz em palcos de guerra e a luta incessante contra o terrorismo e, quiçá, construir um caminho para a desnuclearização.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A globalização e a economia de mercado, uma reflexão...

Nas aulas dos dias 2 e 17 de Novembro do Work-shop 2 de Projecto Multidisciplinar, foi-me pedido a mim e aos meus colegas que expuséssemos um argumento, identificando as premissas e a conclusão, apresentado num excerto de um livro intitulado "Diálogo das Compensadas" de João Aguiar. Livro esse, que servirá de referência da disciplina e grande parte das propostas de trabalho abordarão a sua temática e que, naturalmente, é um importante instrumento de trabalho da disciplina.
Posteriormente, foi-nos pedido também que construíssemos um argumento baseado na nossa opinião sobre a consistência do mesmo e a plausibilidade das premissas, isto é,se era um bom ou mau argumento. Durante a realização desta proposta de trabalho, não pude também de deixar de reparar na dificuldade que a construção deste argumento compreendia não só para mim, como também para os meus colegas. Ainda assim, os resultados foram bastante positivos, algo de salientar tendo em conta a complexidade do tema.
O excerto abordava a globalização actual e expunha a opinião do autor, acerca da forma como o modelo de sociedade actual tem sido construído, muitas vezes, renegando os direitos e as liberdades dos trabalhadores. Modelo esse que, no excerto, prosperou à custa da ganância desenfreada dos "senhores cobertos e descobertos".
Ora, a meu ver, se é verdade que muitas vezes são subjugados os direitos dos trabalhadores e que os interesses dos empresários vão somente ao encontro dos lucros sem pensar na justiça social e nos direitos humanos, também é verdade que a globalização, e o modelo económico em que vivemos, a economia de mercado, permitiu um crescimento económico sem precedentes e a melhoria generalizada do nível de vida.
Contudo, existem direitos laborais e garantias que devem ser salvaguardadas, a fim de evitar injustiças para com os trabalhadores. Direitos esses, que em democracia são imperativos, e como acredito na democracia, também considero esses direitos imperativos para um funcionamento igualitário da economia e a consequente justiça social de que tanto se fala. Justiça essa que pode e deve partir das empresas, permitindo assim, um impacto positivo na comunidade permitindo as empresas laborar não tendo apenas em vista o lucro mas também a sensibilidade social, pois na estrutura de uma empresa, a responsabilidade social, é hoje, cada vez mais uma realidade.
Em suma, o caminho para um futuro justo e sustentável passará pela consciencialização da importância das organizações não só para a economia e o valor que estas acrescentam para o mercado,como também para a comunidade, seja ela local ou global, dando aos cidadãos os frutos de um crescimento económico que estes ajudaram a desenvolver, e não apenas cedências de empréstimos e consequente acumulação de dívidas em muitas famílias, como o caso dos bancos, ou a avidez respeitante à especulação financeira. A justiça social e a economia solidária partem ou deveriam partir das organizações e dos seus empresários.

domingo, 26 de setembro de 2010

A disciplina


A nova disciplina de Projecto Multidisciplinar permitir-me-à encontrar novos rumos e novas formas de ultrapassar os obstáculos. Tudo isto será feito melhorando o meu poder argumentativo e a minha capacidade de sentir e agir como futuro gestor, reforçando, por ventura, a minha ambição e determinação. Permitir-me-à também desenvolver as minhas capacidades comunicativas e encontrar melhores formas de relacionamento com os outros quer através dos trabalhos de grupo quer através das apresentações orais de trabalhos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Com este blogue...

...pretendo expor todas as minha iniciativas e trabalhos para a disciplina de Projecto Multidisclipinar I. Aqui serão divulgadas todas as actividades e projectos em que esteja envolvido bem como todos os trabalhos realizados no âmbito desta disciplina.
Este blogue servirá, também, como ponto de partida para uma análise profunda das minhas capacidades enquanto estudante e futuro profissional bem como a demonstração das minhas aprendizagens e motivações ao longo do curso. Sendo por isso constituido por dois vectores essenciais: motivações pessoais e aprendizagens académicas.