"Os argumentos são, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A lógica é o nosso critério de verdade, e é nos argumentos, e não nos factos, que pode haver lógica". Fernando Pessoa

domingo, 5 de dezembro de 2010

Os valores sobre diferentes perspectivas - Uma questão relativista

É factual e incontroversa, a verdade de que pessoas de sociedades diferentes possuem costumes diferentes e ideias diferenciadas acerca do que é o bem e o mal, a nível moral. Não havendo, portanto, um consenso global e universal sobre a questão de saber que acções são moralmente boas ou moralmente más, não obstante, haver já uma convergência considerável sobre estas matérias.
As ideias morais mudaram e com elas mudaram os valores e as concepções sociais e culturais. Quer ao longo do tempo quer ao longo do espaço. Não existindo, portanto, a meu ver, valores morais absolutos e universais.
O que é considerado como uma acção moralmente boa ou má é sempre relativo à sociedade na qual fomos educados. Um exemplo paradigmático disto é o facto da escravatura, ter sido moralmente aceite para a maioria do antigos gregos, apesar de não o ser para a maior parte dos Ocidentais de hoje em dia. Neste sentido, a escravatura seria moralmente boa para os antigos Gregos, não obstante, ser moralmente má para os Ocidentais actuais.
Ora, quero com isto dizer que, o que muda são efectivamente os valores e as suas perspectivas, que variam de sociedade para sociedade, no tempo e no espaço. Tornando a moralidade( bem e mal, justo e injusto,etc) uma questão quase estritamente relativa. Sendo, por isso, necessário conhecer os valores de uma sociedade antes de se poder julgar as acções como sendo moralmente boas ou más, justas ou injustas.

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